Novo cliente

Parece fácil atender meu marido? Não é.

O Rafael é extremamente cioso de seu nome no universo em que trafega. É antenado, crítico, sabe o que gosta e o que é preciso. Tanto que, para conseguir atendê-lo, tive de fazer um projeto, explicar estratégia, montar proposta. E certamente terei de entregar o prometido ou danço.

Aqui em casa é assim: amor dividido, contas separadas. Rá!

Influenciadores digitais

Grande parte da nova geração sonha em ser influenciador digital. Mas será que temos influenciadores mesmo ou apenas produtos de mídia?

Obrigada, Prof. Dr. Márcio Rodrigo por levantar esta discussão.

Começo de carreira

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Tenho pensado muito em minha carreira nos últimos dias (ficar sem trabalho também dá nisso!) e resolvi escrever sobre algo que é complicado na vida da maior parte das pessoas: o começo da vida profissional.

É aquela história, está tudo lindo, você é um feliz universitário / tecnólogo / estudante quando vem a pergunta básica: como começar a trabalhar? Onde?

Vou me focar aqui na primeira experiência DEPOIS da faculdade, que é o que conheço. Não fiz estágio (não era obrigatório na minha época = #dinossaura) e fui muito privilegiada: só coloquei de fato a mão na massa com quase 24 anos. Sim, 24 ANOS! Isso porque meu pai não permitiu que, no desespero, corresse para a primeira vaga que apareceu. Segundo ele, que ralou demais para dar casa, comida, roupa lavada, escola de primeira e amor para os filhos, não fazia sentido ele investir tanto na nossa educação para ganharmos um salário que não pagava nem nosso transporte. Volto a dizer: sei que é um PRIVILÉGIO, que a maioria não pode se dar ao luxo de ser assim. E sim, em alguns momentos me envergonho de ter aceitado isso. Mas já foi, então, à vaca fria…

Do começo

Antes de mais nada, faça o mundo saber que você precisa de um emprego. Prepare um bom currículo, se cadastre em boas agências (eu, por exemplo, já vi vagas bem legais na minha área na trampos.co, mas a Catho nunca me conseguiu uma entrevista sequer), selecione os amigos com quem vale a pena conversar sobre o assunto. Parece óbvio, não? Pois não é. Normalmente, quando procuramos emprego, tendemos a querer esconder isso. Seja por falta de experiência nos primeiros anos, seja por vergonha de estar desocupado mais para frente, é normal querer entrar na concha e evitar falar sobre o assunto. O que é a pior bobagem, ninguém tem bola de cristal para descobrir seu talento sob aquele monte de fotos sorridentes no Instagram! Fale, converse, procure informações. Não se envergonhe. Desemprego não é vergonha, vergonha é não ir atrás de trabalho quando se precisa!

Meu primeiro freela foi numa empresa de automação industrial alemã e veio porque meu irmão comentou com uma amiga que eu estava desempregada. O primeiro emprego veio porque a linda da Ju Negão lembrou que eu estava em busca de vaga quando abriu um espaço na assessoria de comunicação da Festa Trash! (Quem disse que balada não rende? Já fui trasher de carteirinha assinada e ainda casei e tive filho por causa da festa!)

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Na foto da então chefe Ligia Helena, ela mesma e eu, com cara de sofrência-sabe-Deus-por-quê no primeiro escritório da Trash, meu primeiro emprego, 2004.

A temida entrevista

Se está na batalha pelo seu lugar profissional ao sol, você já cansou de ler por aí o que fazer na entrevista. Todo mundo tem dicas infalíveis para ser aprovado. Então, vou ousar contar o que faço e se servir, legal!

Antes de mais nada, descubra tudo o que puder sobre a empresa em que será a entrevista. E se tiver informações, sobre o entrevistador. Com isso, veja o que há em comum entre você e a empresa e a pessoa com quem, provavelmente, você trabalhará.

Empatia tende a se tornar sinergia.

Isso não quer dizer que você tenha de concordar com tudo o que vê. Nem que tenha de mentir para fazer parecer que é o melhor para a vaga. Seja autêntico, busque entender o negócio e como você pode ajudá-lo. Pense nas perguntas que provavelmente serão feitas (há vários sites que trazem listas padrões do que pode ser perguntado, responda para o espelho antes e vai ver como fica mais fácil na hora H), concentre-se em mostrar seu melhor.

Aí, no dia… Lá vem polêmica de novo.

O que vestir? Parece bobagem, mas faz diferença, sim.

Mesmo neste novo mundo em que discriminar alguém seja lá pelo que for é motivo de condenação até mesmo judicial (o que eu aplaudo: viva a diversidade!), ainda somos, julgados pela forma como comparecemos frente ao entrevistador. Só que a velha fórmula “terno e gravata para os homens”, “saia e blusa sem decote para as mulheres” não é mais eficaz. Como resolver? Bom, vou dizer o que fiz e faço. Na minha entrevista na Trash, tinha noção de que o ambiente de trabalho era informal. E meu entrevistador já conhecia basicamente todo o meu guarda-roupa de balada, né, Eneas Neto? Ainda assim, optei por ir com uma roupa mais formal, maquiada, mas sem exageros. Foi uma forma de diferenciar a menina que frequentava a festa da profissional. E é nisso que sempre penso para me vestir, seja para uma entrevista ou para o trabalho diário: que situações posso viver e que imagem quero passar sobre a profissional que sou?

Na entrevista mesmo, não há muito o que inventar: seja educado, mas franco. Não minta. Repito: NÃO MINTA. Lembre-se de ouvir a proposta também. Já vi muita vaga dos sonhos que trazia pegadinhas na hora da contratação. Preste atenção ao que é dito e tire dúvidas. A pesquisa, no final das contas, é sobre os dois lados, não apenas sobre o entrevistado.

Day(s) After

Depois de tudo, é segurar a ansiedade.

Recebeu a ligação e foi contratado? Lindo! Parabéns!

Recebeu a ligação e não foi escolhido ou nem te ligaram mais? Nada de desânimo. Volte para o começo, sempre lembrando quem você é, o que sabe fazer e qual sua motivação. Bora!

 

Por que optei pelo Programa Nanodegree Marketing Digital da Udacity?

once-upon-a-time-719174_640(Ramdlon/Pixbay)

Era uma vez uma menina que amava comunicação. Escrever era seu hobby e sua paixão. Ela se formou em Jornalismo, mas acabou por sempre trabalhar com Mídias Sociais e Marketing Digital, mesmo antes dessas áreas levarem esses nomes.

Todo dia ela criava conteúdo relevante para os clientes que atendia na agência em que trabalhava, atendia a eles da melhor que forma conhecia e até conseguia bons resultados.

Até que um dia, navegando pelo Facebook, ela viu um anúncio de um curso que chamou a atenção. Ela ficou curiosa: o que era aquele Nanodegree em Marketing Digital? Será que as técnicas de que ela sentia falta no trabalho estariam ali?

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Por conta dessa curiosidade, ela começou a pesquisar sobre o curso e sobre quem o fez. Pesquisou diversas referências, buscou a ementa do que era ensinado, ouviu depoimentos. Viu resultados, descobriu que poderia até mesmo ser indicada a vagas se fosse bem. Pesou os prós e contras para saber se valia o investimento, de tempo, dinheiro e atenção.

Até que se decidiu: faria o curso, melhoraria seus conhecimentos, se tornaria uma profissional mais completa e faria novos planos.

Desde então, a menina se encantou cada vez mais pelo Marketing Digital e fez opções melhores com os conhecimentos que ganhou. Decidiu até mesmo que estava na hora de empreender e tomar conta da própria vida. E tem sempre novidades a caminho. Graças a Udacity, a vida da menina mudou completamente.

Quem é ela? Esta que escreve para vocês neste blog. Acompanhe aqui, aliás, as novas aventuras que virão pela frente. 🙂

Sobre limitações necessárias

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Se tem uma coisa que não faço muito bem é marketing pessoal. Sim, é irônico, adoro marketing digital, meus clientes costumam ficar bem felizes com meu trabalho, mas quando é para trabalhar por mim mesma…

Sempre que preciso me “vender” ao mercado, passo aperto. Primeiro porque não sei até que ponto posso ir, qual o limite do autoelogio. Segundo, e correlacionado, tenho horror à ideia de parecer patética ao falar bem demais sobre mim mesma. Aquela história de que quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Confesso que minha autoestima também deixa bastante a desejar. Sempre tento me comparar com quem está acima de mim, seja qual for o motivo da comparação. Ao mesmo tempo em que isso é bastante positivo, porque me dá exemplos fortes, também me complica, porque sempre tenho a impressão de que sei menos do que preciso. Ainda que, depois, é comum descobrir que sabia até mais do que era necessário e do que a maioria.

Percebem? Autoelogio, marketing pessoal, autoestima. Vida difícil. Onde estão os limites?

Clientes já atendidos

Desde 2016, trabalhei com pelo menos nove clientes na Ricardo Viveiros & Associados.

O primeiro que atendi deles foi o Deputado Feliciano Filho. Para ele, fazia posts para o Facebook. Contudo, além de mim, o parlamentar tem outros dois assistentes apenas para cuidar disso, o que fez com que a maioria dos posts não fossem meus.

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Em seguida, passei a responder pelas mídias sociais do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. Para a instituição, trabalho Twitter e LinkedIn, além do Facebook. Apesar do assunto, era uma conta extremamente boa de se trabalhar, já que as responsáveis pela comunicação institucional da empresa apoiavam novos conteúdos.

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A doutora Regina Beatriz Tavares da Silva também tinha uma página de Facebook e uma de LinkedIn coordenadas por mim. É uma cliente ótima, que sabe como se colocar bem na mídia e ajuda muito no trabalho. Advogada competentíssima, com muitos assuntos interessantes para serem abordados. A cobertura em mídias sociais era realizada em parceria com a assessoria de imprensa, que também era (e é) da Viveiros.

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A Fundação Péter Murányi  foi um dos maiores desafios em termos de atendimento em mídias sociais. Apesar de terem um prêmio valioso todos os anos, ainda é bem recente nas mídias sociais, então, o público ainda não está completamente formado e nem as mídias sociais adotadas vão necessariamente ser mantidas. Afinal, planejamento precisa ser mensurado e refeito sempre, para que o cliente sempre tenha o que há de melhor. Atualmente, contam com Facebook e LinkedIn.

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Também atendia ao Dr. João Guilherme Sabino Ometto. Presidente do Grupo São Martinho e vice-presidente da FIESP, ele tem um perfil extremamente discreto. Quis ter mídias sociais pelas discussões profissionais. Para ele, fiz uma página de Facebook e um perfil – sim, perfil comum – de LinkedIn.

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O Novo Entreposto de São Paulo (NESP) era um dos clientes que mais demandavam. Para eles, além de trabalhar com Facebook e Twitter (que será desativado em breve), também fazia divulgações via Whatsapp.

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Antes de deixar a Viveiros, em abril de 2017, havia assumido a conta da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), uma conta enorme e desafiadora.

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Por fim, assumi as contas da própria Viveiros e do Ricardo Viveiros jornalista e escritor, figura pública, no Facebook.

It’s a kind of magic

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É comum ouvir que mídias sociais são excelentes ferramentas de vendas, que servem para disseminar qualquer tipo de conteúdo, que tudo o que cai nelas tende a se universalizar. Se você pensa assim, lamento acabar com seu sonho.

Mídias sociais digitais servem, no caso de empresas, principalmente para desenvolver uma marca, estabelecer uma reputação, trazer um pouco do que a companhia é ou quer ser para plataformas que reúnem todos os tipos de públicos. Incluindo aqueles que não interessam e que não se quer atingir.

Vamos fazer um exercício. Lembre-se qual foi a última vez que você clicou no link “comprar” em alguma rede social e, de fato, efetuou a compra. Agora, pense na última vez em que se deparou com um anúncio / oferta e parou de seguir uma página ou, até mesmo, a descurtiu. O que acontece mais?

Empresas que tentam viver apenas de conversões e vendas não costumam conseguir bons resultados. Foi-se o tempo em que arrolar as qualidade dos produtos e fazer uma propaganda bem feita e em massa vendiam alguma coisa. Hoje, é preciso ir além.

Planejamento, estratégia, visão, gestão. Tudo isso pode levar a empresa a se sair bem, gerar conteúdo interessante, ajudar a marca e o que ela cria a criarem reputação e memória na cabeça dos consumidores. Trabalhar só com “Compre X”, “Aproveite a oferta Y”, não. Como fazer isso? Aí mora a magia de ser social media.

Caminho profissional

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Então vamos ver…

Meu primeiro trabalho como jornalista foi em agosto de 2003. =O

Fiz um projeto de assessoria de imprensa para uma empresa chamada ACE Schmersal, hoje chamado de Grupo Schmersal. Um tremendo desafio: falar de equipamentos para segurança no trabalho de forma a fazer a imprensa entender o assunto e os clientes se convencerem de que era uma necessidade às suas empresas.

Depois, fiquei exatos dois anos na Trash 80’s, de novembro de 2004 a novembro de 2006. Lá comecei a experimentar a vida de social media: fazia atualizações para Orkut, Fotolog, Grupos do Yahoo!, alimentava o site da festa. Além de lidar com a imprensa. E de produzir conteúdo para outras páginas, como FiberOnline (que na época era um site), Imaginarium (que era cliente de um dos donos da Trash), Evandro Santo (revisava os textos que iam para o site profissional dele. E já era engraçado!). Ah, e ainda ajudava a produzir eventos. Essa era a menor parte do trabalho, mas também acontecia. E era bom demais!

De março de 2007 a junho de 2009, fiz reportagem para duas revistas: Ver Vídeo e DVD News. Troquei o lado da banca: da assessoria para o jornalismo de entretenimento. Escrevia cerca de 30 pautas por mês, 40 no final dos tempos. Viajava, apurava, entrevistava. Foi um período muito rico em aprendizado jornalístico.

De setembro a dezembro de 2009, tive um dos empregos temporários que mais me enlouqueceram, mas que mais amei na vida. Fiz assessoria de imprensa para a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Com direito a Leon Cakoff e Renata de Almeida. E todos os críticos de cinema que ainda hoje admiro.

O primeiro semestre de 2010 serviu para aprender a ensinar: dei aulas de inglês enquanto decidia o que de fato queria da vida. E encarava uma pedra no rim que praticamente me imobilizou por seis meses.

Em agosto de 2010, comecei minha mais longa experiência profissional até o momento. Tornei-me editora web da rádio CBN. Produzia todo o conteúdo da home page da emissora, passava o dia tentando acompanhar de perto as entradas dos repórteres e comentaristas. Era uma loucura. E, vez ou outra, exercia outras funções, como repórter de apuração, redatora do Repórter CBN, editora. Hard news em sua melhor essência. Afinal, o rádio é, geralmente, o primeiro a dar as notícias, antes mesmo que a própria internet. É corrido, é sofrido, é apaixonante. Foram quase cinco anos de muitas notícias, plantões malucos e alegrias que terminaram em junho de 2015.

A partir daí, decidi me dedicar exclusivamente às mídias sociais. Depois de uma rápida passagem por um grupo de restaurantes inexpressivo, cheguei, em fevereiro deste ano, à Ricardo Viveiros & Associados. Sou responsável pelas novas mídias aqui, mas também tenho a chance de auxiliar os colegas em assessoria de imprensa. Atendo oito clientes e aprendo diariamente com uma equipe maravilhosa, cheia de energia e boas ideias.

Encontrei meu caminho. Independente da empresa – ainda que goste daqui – sei que é como social media que mais sou feliz. Que é o trabalho que entendo e gosto de fazer. E que quero continuar fazendo por muitos e muitos anos ainda.

Complexamente simples

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Sou da geração X. Não, isso não quer dizer que sou fã da Xuxa. Quer dizer que nasci no último ano da década de 1970, que, como qualquer bom aluno sabe, é 1980. O que isso significa? Que minha infância não teve excesso de tecnologia e de informação. Que a TV era o device mais importante para mim. Aliás, mentira. Era a Gaby, minha boneca de pano. Sem ela, assistir TV não tinha a menor graça.

Cresci dizendo que seria juíza, ou seja, sonhava em fazer Direito. Não era Rory Gilmore, mas acreditava que podia chegar a Harvard. Não fazia a menor ideia do custo intelectual e financeiro disso, claro. Pensei na advocacia até os 15 anos. Aí, à beira da pia enquanto secava a louça dos almoços de domingo das férias do meu irmão mais velho, descobri que podia viver de escrever. Jornalismo.

Depois de dez anos no mesmo colégio particular, parti para quatro anos de faculdade no interior. Ganhei o mínimo de ferramental para me tornar uma profissional de comunicação. Mínimo mesmo: apanhei feito boi na horta até começar a entender como as coisas funcionavam. Até hoje aprendo diariamente. E quanto mais aprendo, mais percebo que sei pouco, muito pouco.

Ser da geração X me fez ver a tecnologia da informação, a internet, as mídias sociais, como fontes inesgotáveis de conhecimento. E se tem uma coisa que adoro é descobrir novidades. Se eu gostava de fotografar com minha Yashica de rolo de filme, a que meu irmão comprou em 2003, digital, trouxe um salto na minha vontade de aprender a lidar com imagens. Se ter muitos amigos guardados no meu banco de dados mental, melhor ainda é vê-los reunidos em um único perfil de mídia social (sim, mesmo com todas as diferenças gritantes que vez ou outra encontro por aí). Poder assistir minhas séries favoritas sem intervalos comerciais mudou minha forma de ver TV, obrigada Netflix. E por aí sigo.

Por tudo isso, quero ter um repositório da minha vida neste espaço. Falar sobre minhas descobertas como ser humano e como profissional. Porque uma coisa está simbioticamente ligada a outra, não tem jeito. A mãe, a mulher, a filha, a irmã, a nora, a amiga, a jornalista, a social media, todas sou eu. E nenhuma me define. Simples assim.